O Paysandu ratificou de forma indiscutível a condição de melhor time do Parazão ao derrotar, ontem à noite, no Mangueirão, o Castanhal, por 6 a 4, carimbando sua classificação à final 1º turno do Parazão. A decisão será contra o São Raimundo, de Santarém, em duas partidas, nos dias 26 (quinta-feira) e 1º de março (domingo). Ambas as partidas no estádio estadual, provavelmente com arbitragem de fora. O Papão, por ter feito melhor campanha da fase classificatória, joga por dois empates para ficar com o título e colocar o pé na grande decisão do campeonato.
O Papão entrou em campo com a vantagem do empate, mas deixou o regulamento no vestiário, partindo para cima do adversário. O técnico do Castanhal, Artur Oliveira, resolveu surpreender na escalação do time, sacrificando o lateral-direito Ceará para a entrada do atacante Jean Macapá, que se juntou a Edilson e Torrô, com Paulinho Pitbull sendo deslocado para a ala. A estratégia do treinador não deu certo. Pitbull começou o jogo perdido, permitindo as investidas do adversário pelo lado direito. O Castanhal parecia, nos primeiros minutos, bastante nervoso, com a defesa batendo cabeça a cada ataque inimigo.
Bem mais tranquilo e com uma distribuição eficiente em campo, o Papão começou a construir a vitória aos 23 minutos. Após perder algumas boas chances de gol, o time bicolor inaugurou o placar com Aldivan, aproveitando passe de Vélber. Era tudo o que a equipe queria para abrir a porteira adversária. Aos 38, Alex Sandro sofreu pênalti, cobrado com maestria por Vélber. Paysandu 2 a 0. O Castanhal deu uma pequena melhorada e chegou ao gol, aos 42, por intermédio de Everton. Mas a noite era do Papão, que voltou a marcar aos 43 e 45 minutos por intermédio de Zé Carlos e Alex Sandro.
O lateral bicolor causou polêmica com o gol que marcou. Após receber passe de Mael, Alex se livrou do goleiro Baú e, com a bola no chão, mergulhou para fazer o gol de cabeça. Os aurinegros não gostaram da atitude do jogador, que acabou sendo punido com cartão amarelo. 'Ele teve atitude antidesportiva', justificou o árbitro, no intervalo do jogo.
No segundo tempo, com a entrada do Paulinho e Hugo, o Japiim melhorou da água para o vinho, passando a ser mais criativo. O Papão sentiu a saída de Alex, Dadá e Mael. O time passou a relaxar na marcação e já não mostrava o mesmo poder de criação. Mesmo assim o Papão ainda conseguiu mais dois gols por intermédio de Zé Carlos. Mas o relaxamento da equipe listrada acabou custando caro, com Everton e Paulinho Belém diminuindo a desvantagem no placar.
Fabrício ainda é só um sonho para a diretoria alviceleste
O retorno do meio-campista Fabrício, 22 anos, para o Paysandu continua sendo um sonho para a diretoria bicolor. De acordo com o diretor de futebol do clube, Clodomir Araújo, para ter o meia em seu elenco, o Papão terá de pagar a bagatela de R$ 248 mil de empréstimo do Bursaspor/Turquia, conforme revelou o dirigente, ontem, em entrevista na Curuzu. Araújo informou que a diretoria bicolor decidiu contratar até um intérprete no país euroasiático a fim de agilizar as negociações com o clube turco. O cartola se queixou das dificuldades de comunicação com a diretoria do Bursaspor, o que, segundo ele, está emperrando o acordo entre os clubes.
'É difícil o contato com o pessoal de lá', disse. 'Ninguém fala inglês ou espanhol, o que atrapalha muito', afirmou. Araújo ressaltou ainda a diferença de cinco horas entre os fusos horários dos países. 'Ainda tem essa questão que prejudica também', lamentou. A contratação do tradutor, segundo Araújo, foi viabilizada por Fabrício.
O prazo para o atleta se reapresentar no clube turco se encerra no domingo, 22. A idéia dos dirigentes do Papão é que o atleta nem retorne à Turquia. A proposta bicolor, que chegou já foi enviada à direção do Bursaspor, parece não ter animado os cartolas turcos. Nada de surpreendente, já que o clube do exterior pagou, no final do ano passado, a soma de R$ 570 mil pela compra do atestado liberatório do atleta. Mas, segundo Araújo, o jogador só volta a jogar pelo Papão caso o Bursaspor desista da pedida pelo empréstimo do atleta.
Paysandu
Rafael Córdova; Alex Sandro (Balão), Luciano, Roni e Aldivan; Mael (Paulo de Tárcio), Dadá (Lê), Vélber e Rossini; Zé Carlos e Zeziel.
Técnico: Édson Gaúcho
Castanhal
Alencar Baú; Paulinho Pitbull, Rodrigues, Ânderson (Ceará) e Éverton; Amaral, Carlinhos (Paulinho), Toni (Hugo) e Edilson; Torrô e Jean Macapá.
Técnico: Artur Oliveira
Local: Mangueirão
Renda: R$ 56.305,00
Público: 5.422 pagantes
Paysandu 1 a 0: Aldivan aos 23’/1º tempo / Paysandu 2 a 0: Vélber aos 38’/1º tempo (pênalti) / Castanhal 1 a 2: Everton aos 42’/1º tempo / Paysandu 3 a 1: Zé Carlos aos 43’/1º tempo / Paysandu 4 a 1: Alex Sandro aos 45’/1º tempo / Paysandu 5 a 1: Zé Carlos aos 11’/2º tempo / Castanhal 2 a 5: Torrô aos 22’/2º tempo / Paysandu 6 a 2: Zé Carlos aos 42’/2º tempo / Castanhal 3 a 6: Everton aos 44’/2º tempo / Castanhal 4 a 6: Paulinho Belém aos 47’/2º tempo
Árbitro: Clauber José Miranda
Assistentes: José Ricardo Guimarães Coimbra e Diogenes Menezes Serrão
Cartões amarelos: Alex Sandro, Rossini, Roni, Dadá (Paysandu), Ânderson, Jean Macapá, Rodrigo, Amaral e Torrô (Castanhal)
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