Enquanto nos bastidores o final de ano bicolor está rodeado de incertezas, quem vive o dia a dia da Curuzu tenta seguir com sua rotina e aproveitar cada treino para ganhar os olhares da torcida, da imprensa e, principalmente, da comissão técnica e da diretoria do clube. Trocando as férias pelo trabalho, os esquecidos em 2010 querem ser lembrados em 2011.
Cria da base bicolor, há dois anos o volante Billy espera pacientemente, ao lado do irmão gêmeo, o lateral esquerdo Brian, por uma chance entre os titulares. Apesar do entra e sai de técnicos, a garotada permanece de lado, doida por uma chance, por um lugar ao Sol. A esperança é a última que morre por aqui.
“Agora no final do ano, nesse planejamento pra 2011, a gente sabe que tem que aparecer pra diretoria, pra imprensa e pro técnico. Seja o Lecheva (o técnico) ou não, temos que trabalhar forte pra ganhar um lugar no time”, lembra Billy, que entrou em campo pela última vez em uma partida oficial na derrota bicolor por 3 a 2 para o Luverdense, em Lucas do Rio Verde, ainda pela Série C 2009.
Outro que não teve chances esse ano foi o goleiro Ney, que fez apenas uma partida oficial com a camisa bicolor, na vitória por 2 a 1 sobre o Santa Rosa, pelo Parazão. Depois de amargar a reserva, acredita em que vai ter um ano novo e uma vida nova na Curuzu. “Nunca fiquei tanto tempo no banco na minha carreira. Cheguei aqui e acabei tendo que fazer um fortalecimento, ficando 15 dias atrás em relação ao Alexandre (Fávaro). Agora quem sabe não acontece o contrário e eu tenho mais chances, né?”, aponta o goleiro, lembrando que Alexandre Fávaro ainda se recupera de uma cirurgia.
(Diário do Pará)










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