Sérgio Cabeça Brás será o novo presidente do Clube do Remo. A informação foi repassada por uma fontes ligadas diretamente ao grupo “Reconstrução e Seriedade”, que no último sábado (20) venceu as eleições para o Conselho Deliberativo (Condel). Conforme o BOLA havia adiantado na edição do último dia 14, Cabeça irá suceder Amaro Klautau, com o grande desafio de reerguer o futebol profissional do clube, que há mais de dois anos não conquista títulos no futebol profissional, além de encontrar uma solução para pôr um fim na crise financeira.
Já os grandes beneméritos Raphael Levy e Antônio Carlos Teixeira deverão formar um grupo, que vai ser composto por cinco pessoas, para tratar dos assuntos relacionados ao futebol, especificamente. O novo mandatário azulino terá total liberdade para escolher a diretoria de futebol. Sabe-se, entretanto, que nomes como Antônio Carlos Teixeira e Raphael Levy vão compor a direção do departamento. Ronaldo Passarinho, por sinal, será um supervisor de todas as áreas do clube. O médico, Paulo Mota, vai assumir o cargo de vice-presidente.
Hoje, a chapa vencedora do Condel vai divulgar oficialmente o nome de Sérgio Cabeça como indicado para assumir a presidência do Conselho Diretor (Codir). O estatuto do clube permite que qualquer associado concorra ao cargo de presidente. No entanto, Sérgio será o único candidato da chapa 1 e, provavelmente, não terá nenhum outro concorrente. Com isso, a eleição para o Codir, que está marcada para o dia 10 de dezembro, será praticamente uma aclamação de posse ao novo presidente.
Sérgio Papelim disposto a voltar
Em 2008, o Remo conquistou o último título no futebol profissional, o Campeonato Paraense, com destaque para três vitórias em clássicos contra o Paysandu. Naquele ano, a diretoria de futebol do clube era dirigida pelo cearense Sérgio Papelim, que sonha em voltar a trabalhar no Remo, mas que até agora não foi procurado por ninguém.
O ex-dirigente azulino está prestes a deixar o cargo de diretor de futebol do Fortaleza (CE) para exercer a mesma função no América (RN), que corre sérios riscos de ser rebaixado para a terceira divisão. Após esperar e não receber propostas de Remo, ele conta que amanhã deve viajar para Natal. “Esse contato com o América começou há uns 15 dias. Eu esperei mais um pouco antes de acertar alguma coisa, porque ainda pensei que alguém do Remo pudesse me procurar, o que não aconteceu até agora”, afirma Papelim, que atuou no biênio 2007/2008, na gestão do ex-presidente Raimundo Ribeiro.
Nos últimos meses, Papelim revela que teve muitas conversas com Lucival Alencar, vice-presidente de futebol do Remo, e com o presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, para dar algumas sugestões referentes ao trabalho. Interado nos assuntos referentes ao futebol paraense, ele acredita que a dupla Re-Pa está em crise devido às divergências pessoais. “O futebol paraense está nessa situação por culpa de muita gente. Ainda há muita briga de vaidade entre as pessoas. O principal eles (Remo e Paysandu) têm, que são o apoio da mídia, patrocinadores e duas torcidas apaixonadas”, ressalta.
(Diário do Pará)

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