Começo da profissionalização do futebol no estado
1990 conquista do Tocantinópolis contribuiu para a profissionalização do futebol do estado
Em princípio, o Campeonato Estadual Tocantinense de Futebol Amador não tinha a mínima estrutura nem dentro nem fora de campo, pois os estádios não tinham arquibancadas, os gramados eram os piores possíveis e a cobertura da imprensa ficava muito a desejar, como ocorre ainda hoje em boa parte das cidades do interior tocantinense, em virtude da ausência de investimentos do poder público e da mídia esportiva local.
Contudo, coube ao poder público tocantinopolino na gestão do então prefeito José Bonifácil Gomes de Souza, um amante do futebol, ora com recursos do próprio município ora com recursos dos governos estadual e federal, criar uma ampla estrutura esportiva na cidade de Tocantinópolis, tornando-a referencia a nível regional especialmente no futebol.
principais realizações do senhor José Bonifácio:
1- A construção da arquibancada, da cobertura e da iluminação do estádio Lauro Assunção;
2- A destinação de 30 salários mínimos mensais do poder público ao TEC;
3- A aquisição de um onibus para o TEC;
4- A construção do centro de treinamento, do alojamento e da sede social do clube;
5- A construção do estádio Ribeirão (o gigante do interior do Tocantins) entre outras obras.
No ano de 1990 é importante ressaltar alguns aspectos importantes dentro do futebol tocantinense, como: as principais praças esportivas já contavam com arquibancadas, alguns clubes de maneira ainda muito tímida contratavam jogadores de outros estados e a imprensa dava seus primeiros passos no cenário esportivo.
No segundo semestre do no de 1990, a diretoria alviverde em parceria com o poder público local e tendo a frente o abnegado dirigente Salim Rodrigues Milhomem, teve uma excelente sacada em termos de estruturação para o Verdão, pois contratou um numeroso plantel de jogadores de clubes do futebol goiano e de cidades circuvizinhas para mesclar com os pratas da casa, visando disputar o estadual amador do referido ano.
Desta maneira, implicitamente, naquela atitude de vanguarda Salim juntamente com os demais diretores do TEC lançavam a primeira semente para a futura profissionalização do futebol tocantinense, uma vez que a referida atitude alviverde obrigava as demais equipes do Estado a seguir o mesmo exemplo, ou seja, abrir os cofres e contratar mais jogadores a fim de poder ao menos competir em pé de igualdade com Verdão do Norte.
O futebol era amador, todavia a diretoria do Tocantinopolis demonstrando extrama organização encarava o certame como se o mesmo fosse profissional e em função dos elevados investimentos em contratações de jogadores, o TEC fez uma campanha impecável dentro e fora de seus domínios e chegou a final de forma invicta contra a equipe do Alvorada.
A desorganização da Copa Tocantins em determinados momentos mostrou-se muito evidente, em função do elevado numero de times e a quantidade exarcebada de ogos, o que culminava com a insuficiencia de recursos financeiros das equipes, pois as mesmas tinham que arcar com: transporte, alimentação, hotel e o salario de determinados atletas. Aspectos conjunturais que os times tocantinenses não estavam acostumados a lidar.
A dificuldade financeira da maioria dos clubes obrigou os dirigentes a paralisar a competição por algumas semanas, com o objetivo de fazer os times "respirarem financeiramente" e retornarem com força total para a fase eliminatória("mata-mata")do certame.
Após a paralisação, a Copa Tocantins teve seu prosseguimento normal, contudo, apesar de todo esforço da comissão organizadora do campeonato as duas partidas decisivas só forma ocorrer apenas no ano seguinte, ou seja, em 1991, envolvendo os times do Tocantinopolis e do Alvorada.
Tocantinópolis foi um dos responsáveis pelo começo do futebol profissional.Sendo campeão estadual amador em cima do Alvorada









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