No calor da disputa, as promessas de melhorias são muitas e o grupo que venceu a disputa no Paysandu apresentou seu plano de governo para 2011 e 2012, que, se for concretizado trará vários benefícios ao clube, como a construção do Centro de Treinamento em Marituba, novas cabines de imprensa, além de arquibancadas na Curuzu para abrigar 25 mil pessoas, modernização da administração do futebol. Com isso, a oposição, que sacudiu as estruturas bicolores manda um recado, estará atuante e vai cobrar a concretização do que foi prometido.
Ao menos é isso o que garante Ubirajara Lima, que seria indicado presidente da diretoria executiva, caso a chapa opositora saísse vitoriosa das urnas. “Nós vamos torcer por ele (LOP), porque assim estamos torcendo pelo Paysandu. Vamos continuar nos reunindo uma vez por mês, trocando ideias e nos planejando. Antes nós tivemos 26 dias, agora vamos ter 24 meses para nos prepararmos”, avisa.
Sobre as promessas feitas pelo grupo de Luiz Omar e Ricardo Rezende, Lima afirma que seu grupo vai fiscalizar de perto, além de lutar por mudanças. “Vamos estar cobrando. Teve essa disputa, eu tenho no meu computador os 10 itens que eles prometeram na campanha e vamos esperar esse cumprimento. Também vamos exigir reuniões da Assembleia Geral e sugerir mudanças no recadastramento dos associados”, promete.
PROMESSAS
1 – Construção do Centro de Treinamento em Marituba;
2 – Criação de uma ouvidoria;
3 – Novas cabines de imprensa, além de arquibancadas e camarotes na Curuzu para abrigar 25 mil pessoas;
4 – Modernização da administração do futebol;
5 – E a classificação para a Série B do Campeonato Brasileiro.
Rezende: “Não tenho bola de cristal”
Questionado pela reportagem sobre como pensa o futuro do Paysandu, após todo o movimento que aconteceu em virtude do processo eleitoral, o presidente eleito do Conselho Deliberativo, bem ao seu estilo foi categórico. “Não tenho bola de cristal para adivinhar”, rebateu. Apesar da resposta incisiva e sem rodeios, ao ser informado que um dos anseios dos torcedores é a descentralização do setor de futebol, Rezende apontou a nomeação de Robgol como superintendente do setor, como o caminho para isso.
“Vamos tentar fazer o melhor possível. O Robgol foi contratado para fazer isso, ter essa autonomia para administrar o setor, com os pés no chão, dividindo as responsabilidades. É assim que pretendemos fazer”, manifestou.
Essa autonomia não é anseio apenas dos torcedores, mas do próprio Robson. “Só vou continuar (no cargo de superintendente) se tiver autonomia. A minha índole não permite isso”, frisou ao Bola.
Para que o futuro coincida com vitórias
Os ventos que sopram no Paysandu são os da continuidade. O resultado das urnas, apuradas no início da semana passada, na eleição alviceleste, mostrou que dos pouco mais de 500 associados que se dispuseram a gastar um pouco de seu tempo para escolher os novos administradores do clube, preferiram que o grupo de Ricardo Rezende (presidente do Conselho Deliberativo) e Luiz Omar Pinheiro (presidente executivo) esteja à frente da ‘nau’ bicolor nos próximos dois anos.
Todavia, isso não significa que a atual gestão tenha a aprovação de todas as suas atividades desenvolvidas até aqui. Prova disso são as promessas de mudanças no setor que mais importa ao torcedor, o futebol. Por trás de toda a discussão que dominou o ambiente azul e branco nesse processo eleitoral, ganhou a instituição, que foi oxigenada com a discussão de novas ideias. Pensando nisso, apesar do ditado que diz “se conselho fosse bom vendia em farmácia”, o Bola foi atrás de pessoas que participaram desse debate em que se transformou a forma de administrar o Papão da Curuzu e ouviu delas o que pensam sobre os que têm a responsabilidade de gerir uma agremiação que tem a paixão de metade do Pará.
Se ao menos uma sugestão ou outra será seguida, só o tempo dirá, mas o abraço fraterno no dia da eleição entre Luiz Omar e Ubirajara Lima, que também postulava a presidência bicolor, aliado ao discurso da oposição de que pretende ser mais presente e de outros simples torcedores que declararam seu apoio para uma ou outra chapa, mas que acreditam que a partir de agora o que vale é a união de todos, fica a promessa de que daqui para frente tudo vai ser diferente no Paysandu!
Torcedor pede descentralização
Pouco antes de a disputa eleitoral pegar fogo, com o lançamento de uma chapa oposicionista para bater de frente com o grupo de Luiz Omar Pinheiro, um grupo de valentes torcedores resolveu agir por conta própria e marcou uma reunião com o presidente, na Curuzu, ainda no início de novembro. Na ocasião, a turma chegou a entregar um documento em que reivindicava várias mudanças na gestão do clube, entre elas a saída de dirigentes, critério nas contratações e a valorização da base. O mesmo grupo de torcedores apoiou a chapa de Ubirajara Lima, posteriormente. Mesmo assim, continua a manifestar seus anseios e pede que a descentralização do departamento de futebol seja feita.
De acordo com o torcedor Glauco Oliveira, 25 anos, que estava presente na reunião reivindicatória e ajudou a traçar as propostas levadas a Luiz Omar, o cartola precisa delegar autonomia e poderes para os que estiverem no comando da diretoria de futebol. “Acredito que apesar do Ricardo Rezende ter torcido o nariz para a oposição, o presidente (LOP) é sensato o suficiente para aceitar o diálogo. Por isso, esperamos que a descentralização seja feita, como já vem sendo anunciado, para que o futebol não espere sempre a volta dele das viagens. Não dá para pensar mais nisso. Antes ele reinava sozinho”, considera.
(Diário do Pará)










0 comentários:
Postar um comentário