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Destaque para o equilíbrio de Leão e Papão

10/01/2011

Ao final do torneio em Paramaribo, que teve a participação de Remo e Paysandu disputando o tradicional Clássico Rei da Amazônia, o que se viu foi o equilíbrio entre as duas forças do futebol paraense, tanto que o duelo terminou em um empate sem gols, tendo que ser definido nos pênaltis. Todavia, como já era de se esperar nesse início de trabalho, em ambos será preciso fazer alguns ajustes, em especial no ataque.

O Remo até que conseguiu se sobressair perante o Excelsior Rotterdam, da Holanda, aplicando dois gols no tempo normal, saídos dos pés do promissor lateral-esquerdo Marlon e do atacante Thiago Marabá. Mas, frente ao arquirrival, as inúmeras tentativas de Marlon e do lateral-direito Elsinho não foram frutíferas na hora de finalizar.

No Paysandu, o ponto fraco continua a ser a falta de um ‘matador’, visto que Thiago Potiguar ainda é deslocado para a frente, o que não é sua função de origem; sem contar a eterna dependência do veterano Zé Augusto, que sempre é aposta para os momentos decisivos. Apesar de ter sido coberto de elogios pelo técnico Sérgio Cosme, nem sempre a ‘luz’ que acompanha o ‘Terçado’ está disposta a iluminar o caminho bicolor, como ficou claro ontem, no penal perdido por ele.

O festival de cartões amarelos distribuídos no Re-Pa, além da expulsão do técnico do Paysandu e do lateral-direito Sidny, é indicativo que o lado emocional da turma precisa de atenção, ou então os problemas com desfalques por advertência serão motivo para muita dor de cabeça no decorrer das disputas.

Os méritos, por enquanto, vão para a zaga e arqueiros das duas agremiações. O Remo saiu sem levar gols no tempo normal dos dois jogos disputados, enquanto o Paysandu apenas um, na primeira partida. Só ainda não se pode afirmar, se pela improdutividade dos ataques, ou pelo talento dos setores defensivos.

AJUSTES

Uma coisa ficou clara na decisão de ontem: Remo e Paysandu precisam melhorar o seu poder ofensivo, além de cuidar melhor dos nervos.
Festa bicolor tomou conta do estádio no Suriname
Foi só Vaninho converter o último penal para que o Estádio André Kamperveen, em Paramaribo, fosse tomado pela alegria do time do Paysandu. Os gritos de ‘É campeão!’ ecoavam longe, enquanto a delegação bicolor fazia a festa pelo bom início de temporada.

Um dos mais animados era o técnico Sérgio Cosme, que precisou responder inúmeras vezes, antes de embarcar para o Suriname, sobre se acreditava que estaria com o cargo de técnico em risco, caso voltasse com um resultado negativo frente ao Remo. “Eu agradeço ao Paysandu. A minha maior vitória hoje aqui, minha maior conquista, é estar trabalhando em um clube como este.

Algumas pessoas fazem críticas, mas isso faz parte do futebol. Muito obrigado à torcida e aos jogadores, que realizaram esse sonho para todos nós, que é o título internacional. A maior motivação que podemos ter é trabalhar no Paysandu”, empolgava-se.

Entre os jogadores, mais euforia. O atacante Zé Augusto, apesar de ter deixado escapar a mágica que o acompanha de sempre decidir em momentos importantes, era outro que se dizia grato, mas sem esquecer do lance em que perdeu o pênalti.

“A bola bateu nas duas traves, mas é mais um título, agora internacional. Vamos comemorar”, anunciava, enquanto o lateral Hadson, seguia a determinação. “Eu falei que quem joga no Paysandu, joga com raça e determinação”, completava.

(Diário do Pará)
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