News Update :

Títulos da Tuna Luso

14/11/2011

Títulos conquistados pela Tuna Luso no Campeonato Paraense de Futebol

Vice-campeonatos conquistados pela Tuna Luso no Campeonato Paraense de Futebol

Tuna Luso Campeã Brasileira 1992

Em pé, da direita para esquerda: Altemir, Luis Otávio, Juninho, Guilherme, Mário Vigia e Varela.

Agachados: Dema, Tarciso, Ondino, Junior e Ageu

Segundo título nacional conseguido a duras penas num jogo épico contra o Fluminense de Feira de Santana (BA) no Baenão. No primeiro jogo na Bahia o Fluminense ganhou de 2 a 0 e, em Belém a Tuna fez 3 a 1.
Esse torneio era um classificatório para a série B do ano seguinte, onde os vencedores de cada grupo (sete) estariam classificados, porém essa regra de ascensão não foi respeitada pela CBF e nem houve disputa da 2ª divisão em 1993. A Tuna só voltaria à série B em 1994.
O goleiro Altemir e o presidente da Tuna Genésio Mangini
No time apenas o goleiro reserva Mário Fernando não era paraense. Dois jogadores daquele elenco tinham sido campeões brasileiros em 1985: o lateral Mario Vigia e o meio-campista Ondino.
Segundo o jornal O Liberal de 15 de Junho de 1992: “O meia Ondino, um dos remanescentes da conquista de 1985, deixou o campo bastante cansando. ‘Eu estava jogando na frente até o Varela ser substituído. Então, eu fui obrigado fazer outro tipo de trabalho, àquela altura desgastado, acabei comprometendo meu preparo físico’, justificou o meia Ondino, que estava emocionado pela segunda vez ao levantar o segundo título nacional pela Tuna”.
No time apenas o goleiro reserva Mário Fernando não era paraense. Dois jogadores daquele elenco tinham sido campeões brasileiros em 1985: o lateral Mario Vigia e o meio-campi Dizia ainda o jornal: “O zagueiro central Juninho revelado nas divisões inferiores da Tuna, autor do terceiro gol (…) disse ontem que partiu para o lance do gol com a convicção de que iria marcar. ‘A gente sempre treina essas jogadas. O escanteio é sempre cobrado pelo Ondino, pelo Sanauto ou pelo Guilherme, e a minha colocação é na entrada da área. No momento em que a bola é cruzada, eu parto com velocidade e aproveito o impulso procurando superar os zagueiros adversários’, revelou o zagueiro tunante”.
Fonte: Bola na área, O Liberal de 15 de junho de 1992.
O que a Tuna não conseguiu durante 90 minutos, fez em apenas quatro: marcou dois gols e conquistou o título de campeã brasileira da Série B, na vitória dramática sobre o Fluminense de Feira de Santana (BA) por 3 a 1, ontem no Baenão (…) O jogo ficou dramático no final, principalmente após o empate da equipe baiana aos 42 minutos. Muitos torcedores deixaram o estádio não acreditando na reação da Lusa. No entanto, Manelão e Juninho garantiram o título, aos 45 e 49 minutos, respectivamente com gols típicos de quem não deixa de acreditar na vitória.
A partida não foi digna de uma decisão de campeonato. O Fluminense (BA) preferiu jogar para garantir a sua vantagem (de perder até por um gol de diferença) e se retrancou, procurando explorar contra-ataques. A Tuna, por sua vez, precisava ganhar pela difrença de dois gols para ficar com o título. A equipe tunante entrou em campo determinada a reverter a vantagem do Fluminense ainda no primeiro tempo. Não fosse um erro do juiz amazonense Odílio Mendonça, o objetivo teria sido alcançado. Aos 12 minutos, ele anulou um gol de Tarciso, para expulsar os jagadores Dema e Zelito por troca de agressões no meio-campo. A Tuna procurava pressionar o adversário, mas esbarrava na forte retranca armada pelo Fluminense, que mesmo assim, chegou a ameaçar a defesa tunante. Aos 15 minutos, após cobrança de escanteio, Ageu cabeceou a bola na trave do goleiro Eugênio. A bola sobrou para Juninho que deu uma puxeta em direção ao gol encontrando novamente Ageu, desta vez livre de marcação para completar a jogada: Tuna 1 a 0 (…).
Juninho deu o passe para Ageu abrir o placar
Segundo Tempo
Ao contrário do que acontecera no primeiro tempo, quando ainda tentou atacar, o Fluminense se fechou ainda mais na defesa. Aos poucos, o sufoco que a Tuna dava foi diminuindo. Isto aconteceu porque alguns jogadores sentiram o cansaço da correria em busca do gol. Varela foi substituído por Manelão, para reforçar o ataque, o que sobrecarregou Ondino no meio-campo. Mario Vigia também ficou esgotado fisicamente em função das contínuas jogadas de apoio. Para piorar a situação do time, o lateral Guilherme o melhor jogador em campo, se contudiu e teve que ser substituído por Charles que ficou na lateral-direita, enquanto Mario Vigia foi para a esquerda.
O treinador Veraldo Santos [do Fluminense] percebendo que a Tuna começava a ficar frágil e partir para o desespero, ordenou a seus jogadores que explorassem contra-ataques pela direita para aproveitar o cansaço de Mario Vigia. O time conseguiu criar algumas jogadas perigosas e esteve perto de marcar o gol de empate. Mas ao mesmo tempo que criava oportunidades, O Fluminense corria o risco de sofrer segundo gol, pois embora cansado, Mario Vigia era a melhor opção de ataque, já que a fragilidade do time baiano era a sua lateral-direita.
Com alguns jogadores se aproximando do esgotamento físico, a Tuna diminiu ainda mais a pressão que exercia sobre o Fluminense. Tudo levava a crer que a Tuna não conseguiria fazer o segundo gol e que o título ficaria com equipe baiana, que contava apenas com nove jogadores, já que Ieiê tambem foi expulso de campo. Aos 42 minutos, o centro-avante Ronaldo foi lançado e Juninho não conseguiu pará-lo. O lance foi fatal para a Tuna. Ronaldo chutou na saída de Altemir e empatou o jogo. O banco de reservas do Fluminense vibrou e passou a comemorar o título. Do lado da Tuna a tristeza tomou conta dos jogadores.
A torcida já deixava o estádio, quando Manelão fez o segundo da Tuna, aos 45 minutos, completando um cruzamento de Mario Vigia. A esperança voltou a tomar conta dos jogadores cruzmaltinos, que partiram para o ataque em busca do terceiro gol, esquecendo totalmente o cansaço. Em decorrência de inúmeras paralisações provocadas pelo time baiano, o juiz Odílio Mendonça prorrogou o jogo por mais alguns minutos.
Aos 49 minutos, a Tuna conseguiu um escanteio a seu favor. Junior cobrou e Juninho completou: Tuna 3 a 1. A festa foi geral. A Tuna sagrava-se campeã brasileira pela segunda vez. A torcida invadiu o gramado para comemorar o título. Mas o juiz ainda não havia encerrado a partida. Imediatamente os torcedores foram retirados de campo e tiveram que agüentar mais cinco minutos para vibrar em definitivo, a merecida conquista cruzmaltina”.
Fonte: O Liberal de 15 de junho de 1992
Campeonato Paraense de 1988
O campeão paraense de 1988 é a Tuna Luso. E e também o Paysandu. E não é ninguém. Em meio a muita confusão, tapetão e jogos cancelados e turnos extras, o Pará ainda não sabe quem realmente venceu o campeonato deste ano. Tuna e Paysandu garantem que é deles e por isso os dois entraram na justiça.
O Paysandu se julga campeão porque venceu os dois turnos dentro de campo. Só que a Tuna conseguiu ganhar o primeiro turno no tapetão, Com isso, forçou a Federação Paraense a programar um quadrangular final entre os dois brigões, mais Remo e Pinheirense - como previa o regulamento. O Paysandu, campeão de 1987, tentou impedir a medida no Superior Tribunal de Justiça Desportiva da CBF, mas se deu mal. Foi goleado por 7x0.
Inconformado o time inventou uma tática para confundir ainda mais o campeonato. No turno extra o Paysandu criava uma justificativa, a cada partida, para não entrar em campo. Perdia por WO, para depois, como realmente fez, recorrer à Justiça. Enquanto isso a Tuna acabou vencendo o ‘quadrangular de três’ e intitulou-se a campeão de 1988. Doce ilusão.
A própria Federação entrou na Justiça contra uma medida do Conselho Arbitral. Os cartolas queriam anular a decisão que deu o título do primeiro turno à Tuna. Se isso acontecer o campeão será o Paysandu.
Obs: com estes resultados, a Tuna Luso venceu o turno extra. Nesta fase a Tuna entrou com três pontos de bonificação pela conquista do primeiro turno. O Paysandu perdeu todos os seus jogos por não comparecimento”.
Este foi o campeonato mais suado para a Tuna (…). É que insubordinando-se contra o Conselho Arbitral da F.P.F, o Paysandu, no dia 17.11.1988 entendeu de não ir a campo (Mangueirão), enfrentar a Tuna em partida oficialmente programada. A Tuna foi e esperou em campo, juntamente com as autoridades o adversário que não foi e perdeu de WO, gerando daí uma das mais longas lides do esporte local, finalmente ganha através da decisão do S.T.J.D., conforme ofício nº 310/92 de 26.12.92 enviado à F.P.F., que cumpriu a determinação entregando a taça, que inclusive andou desaparecida um tempo.
Na campanha desse campeonato a Tuna jogou 23 vezes perdendo apenas o último jogo de 1x0 para o Remo. O time base dessa maratona foi: Jurandir, Jair, Belterra, Luiz Otávio e Mario Vigia; Edgar, Vicente Bateria e Sanauto; Tiago, Cabinho e Luiz Carlos. Técnico: Fernando Oliveira (…). A Tuna fez 37 goals contra 15 dos adversários. Luiz Carlos com 14 goals foi o artilheiro, seguido de Cabinho com 10, Tiago 04, Vicente 03 e Sanauto, Gil Mineiro, Jango, Ageu, Paulão e Maracanã com um cada”.
Fonte: Revista Placar de 9 de novembro de 1988; Tuna: sua vida e glória - Manoel Oliveira
Pesquisado em: http://memoriatunante.tumblr.com/ http://memoriatunante.blogspot.com/

Tuna Luso Campeã Brasileira da Taça de Prata 1985

Após ter ficado com o vice-campeonato paraense do ano anterior e na 30ª colocação no Brasileiro, a Tuna montou um time cujos jogadores faziam a base do time campeão paraense de 1983 para disputar a Taça de Prata (série B). Segundo a Província do Pará de 5 de abril de 1985: "Para chegar às finais da Taça de Prata de 85, a Tuna Luso Brasileira percorreu uma longa jornada. Na sua primeira apresentação com o Moto Clube, em São Luís, de 0x0. No segundo jogo em Belém, venceu o mesmo Moto de 2x0. Em seguida, teve pela frente a representação do Rio Negro, de Manaus. Venceu ambas as partidas de 1x0 e 2x1. No seu terceiro jogo pela série eliminatória, a Tuna empatou com o Fortaleza na capital cearense, e goleou o mesmo clube em Belém de 5x1. Esses resultados garantiram ao clube paraense uma vaga entre os três clubes que disputaram o torneio triangular final. Assim, jogou primeiro com o Figueirense em Belém, vencendo de 1x0. No seu segundo jogo, derrotou o Goytacaz, dentro da cidade de Campos, de 1x0, garantindo dessa maneira 4 pontos. Domingo último perdeu em Florianópolis para o Figueirense de 3x2 e ontem garantiu o título ao derrotar o Goytacaz, no Mangueirão".
Paulo César foi o artilheiro da competição com 6 gols junto com Guilherme do Figueirense. A Tuna disputou a série A em 1986, ficou na 43ª colocação e acabou sendo rebaixada.
O jogo transcorreu dessa forma:
1º Tempo. "O primeiro susto a Tuna deu no adversário aos seis minutos com uma boa jogada na grande área contrária, em lance que César quase marca contra. Bem postada na defesa onde Paulo Guilherme e Ronaldo apareciam muito bem , e encostando Queirós mais à Tiago para as jogadas pela direita, a Tuna dava as cartas da partida, porém, somente aos 13 minutos desferiu o primeiro chute perigoso, através de Paulo César.
2ºTempo. A Tuna começou meio lenta o segundo tempo, porém, foi aos poucos dando ritmo às jogadas, procurando atrair o adversário, para poder penetrar na grande área. O Goytacaz se defendendo bem, dificultando o trabalho, sobretudo, da meia cancha lusa. Mas a Lusa foi forçando, explorando bem aos poucos. Aos 12 minutos, depois de receber um passe de Paulo César, Luiz Carlos foi derrubado dentro da grande área. A penalidade foi assinalada pelo árbitro, porém, Ronaldo acabou chutando em cima de Gato Felix, desperdiçando a chance de abrir o marcador
Paulo César no chã (...) Dois minutoois de Ronaldo perder a penalidade máxima, os cruzmaltinos abriam o marcador; Tiago invadiu pela direita e lançou Paulo César dentro da grande área. O cntroavante dominou a bola, chutando na saída do goleiro. A redonda bateu na trave e, no rebote Luiz Carlos completou paa o fundo da meta defendida por Gato Felix.(...) Aos 16 minutos, batendo uma falta cometida por Ronaldo, Gaúcho Lima colocou a bola longe do alcance de Ocimar, empatando o encontro (...) [a Tuna] procurou se refazer do susto e trabalhar o segundo go, que acabou saindo aos 23 minutos; aproveitando um lançamento da esquerda, Paulo Guilhme dominou no peito, tirou Gato Felix da jogada e completou para o fundo do arco carioca.
Euforia de Paulo Guilhe
A torcida começou a comemorar o título, e foi ao delírio aos 31 minutos, quando Ronaldo, depois de um escanteio batido por Puma, aproveitou-se da confusão formada na grande área do Goytacaz para fazer o terceiro gol cruzmaltino. Mas aos 33 minutos, a zaga lusa falha e Souza diminui para o Goytacaz. O gol adversário porém não desanimou aos lusos. oltou a se impor, rolou a bola e por pouco, não aumenta a vantagem. No trilar final do árbitro baiano, Nei Andrade Nunes, agalea vola explodir de contentamento, aplaudindo delirantemente a equipe campeão da Taça de Prata".
Agradecimentos ao Gerardo Monteiro do Blog ATAT
Share this Article on :

0 comentários:

Postar um comentário

 

© Copyright Futebol Oficial - Nosso futebol é a Lusofonia 2010 -2011 | Design by Herdiansyah Hamzah | Published by Borneo Templates | Powered by Blogger.com.