Na decisão mais importante de sua história centenária, Tupi recebe o Santa Cruz no primeiro jogo da final da Série D
Começa a ser escrita hoje, no Estádio Municipal, uma das páginas mais importantes dá história dos quase 100 anos do Tupi. O time de Juiz de Fora inicia, às 16h50, sua primeira decisão em uma competição nacional, tendo o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio como aliado e o tradicional Santa Cruz, de Recife, como oponente, no jogo de ida da final da Série D do Campeonato Brasileiro.
Entre os muitos elementos desse confronto, os números do ataque carijó animam a torcida local. O time juiz-forano marcou 26 gols em 14 jogos. Destes, 16 foram anotados nos três confrontos eliminatórios dos quais o Carijó participou para chegar até a final contra o Santa Cruz (Volta Redonda, Anapolina e Oeste). Provando o ímpeto ofensivo dessa equipe, 12 jogadores diferentes já balançaram as redes pelo clube de Juiz de Fora na competição.
Para o artilheiro da equipe, Ademilson, que já comemorou sete vezes, os números mostram como o Tupi tem na ofensividade sua principal arma. "Isso mostra a vocação ofensiva dessa equipe. Temos jogadores de alto nível, com capacidade de definição. Fica bem dividido esse poderio e complica mais para o adversário poder nos marcar", acredita o ídolo da torcida juiz-forana.
Segundo o comandante do Carijó, as estatísticas demonstram que sua equipe é equilibrada e tem uma maneira de atuar definida. "Não só o número de gols e de quantos atletas os marcaram, mas outros mostram isso. Nosso time chutou mais a gol e chegou mais à linha de fundo, com escanteios, do que o adversário. Ou seja, sempre jogamos em busca de vencer. Não somos uma equipe desequilibrada, maluca. Por vezes ficamos acuados, mas sem nos perdermos. Isso tudo mostra claramente que valorizamos o jogo. A nossa estrela é o coletivo", define.
Sem refresco
Ademilson sabe que não é hora de aliviar, mesmo com o clima leve e alegre do elenco, e continua com fome de gols."A gente tem que entrar com seriedade, ainda mais em uma final. Deixa a festa para a arquibancada. Estamos contentes em termos conquistado o acesso, chegado à final e, agora, queremos o título. Particularmente, quero ajudar com gols o Tupi a alcançar esse objetivo", deseja Ademilson.
Para o meia Luciano Ratinho, a aposta no jogo ofensivo, principalmente nesse jogo de ida da decisão, em casa, tem que continuar, mesmo contra um adversário tradicional como o Santa Cruz. "Nossa equipe joga para frente, ainda mais em casa. Temos um esquema de jogo que trabalha bastante a posse de bola ofensiva, então, temos que aproveitar esse momento bom que é estar em nosso campo. Sabemos que vamos encontrar dificuldades, pois o Santa Cruz é uma equipe grande, com jogadores experientes, mas temos que fazer nosso jogo prevalecer."
Embate
Se o ataque do Tupi vem crescendo, principalmente na série de confrontos de mata-mata, a defesa do Santa Cruz é um dos pontos fortes do time pernambucano. O Tricolor do Recife levou apenas 11 gols em 14 jogos e, nas partidas eliminatórias, a partir das oitavas de final, foi vazado apenas cinco vezes.
Ratinho acredita que quem vai ganhar com esse embate entre ataque agressivo e defesa sólida é o torcedor. "Quem vem para ver um espetáculo é que ganha com isso. Com duas grandes equipes em campo, cada uma com sua característica, a tendência é de jogo bom."
Para o técnico Ricardo Drubscky, a emoção será um elemento importante nesse confronto. "O jogo será de muita emoção, para corações fortes. Final é final. Tudo fica maior, tudo aparece mais. Então, temos que ter cautela para não deixar erros aparecerem e para as coisas boas acontecerem. Indiferente se a defesa do Santa Cruz vai ser boa e se o nosso ataque será efetivo, o encaixe é muito particular dessa partida. Vamos ver o que vai acontecer. creditos : tribuna de minas








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