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Casos notáveis

15/12/2011


A época finda não foi toda ela positiva. Teve alguns aspectos negativos que o próprio presidente os aponta, mas que garante que dificilmente se repetirão.

Tivemos a falta de comparência do Ferroviário da Beira. É uma situação que não podemos considerar de anormal. Mas acredito que terá ficado uma lição para o futuro, porque os dirigentes de futebol quando são delegados para acompanhar as suas equipas aos jogos devem ter maior consideração; os objectivos que pretendem alcançar, sobretudo a concentração, a coordenação e o cumprimento de horários. Isto é da responsabilidade de cada delegação desportiva, sobretudo quem a chefia.


Quando não há rigor neste tipo de coisas, as consequências são pesadas. Tentamos evitar que se registassem faltas de comparência, mas como é óbvio cada jogo implica um confronto com um adversário e é preciso que este aceite que o jogo passe para uma outra data. Por isso, não depende somente da vontade da organização, neste caso a LMF.


Nós propusemos que o jogo fosse remarcado para 48 horas depois, mas a equipa adversária não cedeu e o Regulamento a protege. Portanto, não foi possível e ficou uma lição para todos nós de modo que situações idênticas não voltem a acontecer.

Tivemos um problema disciplinar no jogo entre o Ferroviário da Beira e Incomáti, onde houve tumultos alegadamente por questões de segurança, que não permitiram que a partida terminasse. Então ficou-se por concluir o resto de tempo e, consultado o Regulamento, decidimos que o jogo fosse concluído num campo neutro. São casos indesejáveis, mas que acontecem nesta coisa de futebol.


Lamentamos e o apelo é de que quando se registar este tipo de casos a decisão a ser tomada é encerrar os campos e as equipas serão obrigadas a jogar fora dos seus recintos. Este apelo vai sobretudo aos adeptos de futebol porque já o fizemos noutras ocasiões para dar a entender que quando se vai assistir um jogo é como se fosse a uma festa. Por isso, temos que lá ir com o desejo de confraternizar, defendendo claramente as nossas cores, mas não criando distúrbios e indisciplina.


O futebol é como uma festa e é bonito ser feito na base de confraternização, de convívio entre as pessoas que defendem a mesma causa, apesar de defenderem cores diferentes e todos quererem ganhar. Por isso não podemos tirar juízo. Há só um único juiz no campo, que é o árbitro. Ele é que decide e nós temos que assistir, os jogadores têm que jogar, o treinador deve fazer o seu trabalho e cada um a sua parte.

Tivemos também problemas de ponto de vista administrativo e financeiro. Este ano foi também difícil. Todos sabem que, por uma questão de princípio de equilíbrio, sempre optamos por uma moeda de referência que é o dólar norte-americano. Nós fizemos o orçamento de 2011 a 1.4 milhão de dólares. Porém, o dólar de repente perdeu o peso em relação ao metical.


O metical purificou-se e o dólar depreciou-se e esta depreciação trouxe-nos prejuízos incalculáveis. Nós tínhamos feito um orçamento de 1.345 milhão de dólares. Era o valor que havíamos definido no ano passado. Mas, tivemos um prejuízo de cerca de 300 mil dólares. Fora do facto de que não tínhamos fechado o orçamento de 2011. Tínhamos um défice e imagina como engordou com esta situação económica e financeira que purificou o metical.


E não tivemos essa medida de referência e poderíamos nos ter protegido evitando o dólar, por considerarmos ser uma moeda forte e equilibrada para ambas as partes (para quem paga e para quem compra). Porém, as coisas se inverteram e tivemos esta situação. Mas acreditamos que é uma situação que devemos controlar, podemos falar com os nossos parceiros para olharem para este fenómeno para, de forma clara, poderem reajustar os apoios que nos dão, porque precisamos de responder aos vários compromissos que temos com os nossos fornecedores de serviços. Isso se notou de certa maneira em relação às transmissões televisivas.


Este ano, por causa de grandes eventos desportivos, por sinal a entidade que adquiriu os direitos televisivos esteve envolvido em vários serviços, como é o caso dos Jogos Africanos. De alguma maneira perdeu um pouco a dinâmica de poder juntar o que era preciso para em tempo útil honrar os seus compromissos em relação ao pagamento das transmissões televisivas.


E isso afectou os cofres dos próprios clubes e da própria LMF. Estamos a trabalhar para corrigir isso e eu acho que antes do início do campeonato, enquanto nos preparamos, vamos resolver o problema dos valores que ainda temos que receber das transmissões televisivas, para canalizá-los aos clubes. Aliás, como é do vosso conhecimento, 75 porcento dessas receitas vai para os clubes. Entretanto, há esta situação que infelizmente não é boa, mas como estamos a falar de balanço temos que dizer abertamente que houve atrasos e vamos resolver o problema o mais breve possível.


Também temos casos de parceiros que ainda não honraram os seus compromissos e nem se quer pagaram a primeira tranche e nós já encerramos o campeonato. Isto nos traz complicações em relação aos nossos fornecedores de serviços, que têm de ficar à espera de receber os seus valores. Então estamos nestas operações e, entre aspas, tranquilos porque estamos convictos de que cumprimos o nosso dever, que é realizar a prova e cumpriremos as nossas obrigações com os nossos fornecedores de serviços e clubes.


Tudo faremos, dentro das nossas possibilidades e capacidades, para que junto dos nossos parceiros possamos angariar fundos que nos faltam para atender as questões pontuais que acabei de mencionar
”.
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