
O futebol de Rondônia passa pela maior crise já enfrentada, uma de suas equipes é considerada a pior do país
A prosperidade
Quando o futebol de Rondônia se profissionalizou na década de 90, o esporte prosperava na região, hoje a realidade é completamente inversa. O futebol rondoniense atinge a “maioridade” sem ter conseguido, ainda sequer, caminhar com os próprios pés.
Durante a década de 70 e 80 o que se via eram os estádios de Rondônia lotados para prestigiar equipes como o Flamengo, Ferroviário, Cruzeiro, Moto Clube, Ypiranga entre outras equipes que trouxeram alegria para o futebol da capital. Conforme relata o ex-jogador do Ypiranga, Ferroviário e Vasco, ambos de Porto Velho Erivaldo, “Meu pai era torcedor do Ferroviário e sempre me levava no estádio desde criança”. Isso levou ao governador do recém criado estado de Rondônia a construir um novo estádio na capital, moderno na época, o Aluízio Ferreira em 1981 foi considerado por longos anos como o principal do estado até a construção do José de Abreu Bianco de Ji-Paraná em 2000.
Torneios competitivos como o Copão da Amazônia que juntava equipes do Norte do país que ainda vivia no amadorismo. Falido com a vinda da profissionalização do esporte na região, em 2003 ressurgiu na era profissional, com o CFA, time de Porto Velho, levantando a taça. Porém a competição não vingou, falindo outra vez. Destas equipes, apenas o Moto Clube continua com um time de futebol profissional.
Na verdade o Moto Clube continuava, o clube disputou a segunda divisão do Estadual em 2007, contraiu dívidas e fracassou na tentativa de conseguir o acesso para a elite de futebol de Rondônia. Mas, não foi apenas o Moto Clube que protagonizou as somas de dívidas. As dívidas é uma realidade no Moto conforme revela Juliano César ex jogador do Genus, Ji-Paraná e Moto Clube e hoje joga no Rio Branco do Acre “Fiz um bom trabalho na Ulbra e depois fui convidado pelo Moto para participar da Segundona. (Estadual) Claro que eles me prometeram muita coisa, mas não cumpriram. A gente sabe das condições dos clubes, principalmente aqui em Porto Velho e não tenho mágoas do Moto”.
Quando o futebol no estado era amador, as cobranças dos times de Rondônia eram outras, naquela época os salários aos jogadores eram inexistentes, o futebol era atrativo, o calendário da CBF enxuto e o esporte não movimentava tanto dinheiro como hoje, o que trazia equipes de fora como o Bahia e o Flamengo a realizarem amistosos na região Norte
Em 1991 o futebol rondoniense chega ao profissionalismo no mesmo ano foi a vez do Amapá, a década de 90 foi considerada pelos cronistas esportivos da região como a época da prosperidade no futebol do Norte do país, em 1989 o Acre consolidou seu profissionalismo, 1993 foi a vez do Tocantins e em 1995 Roraima.
Em 1989 a CBF cria a Copa do Brasil, servindo de vitrine para as equipes do Norte mostrarem o seu valor, o campeão de cada estado ganhava uma vaga na competição no ano seguinte juntamente com as equipes da elite do futebol brasileiro. Mais tarde criou-se a terceira divisão do Campeonato Brasileiro, espaço para os times mais pobres do país conseguirem se destacar numa competição nacional.
Entre os anos de 1994 à 1999, as equipes de Rondônia eram sempre massacradas nos jogos da Copa do Brasil, afinal era incomparável os investimentos que as equipes do Centro-Sul fazia com os do Norte, até hoje ainda é assim. Mas, na terceira divisão os times rondonienses eram competitivos.
Geralmente Rondônia era representado pelo Ji-Paraná, fundado em 1991. No seu primeiro ano de profissionalismo conquistou a primeira edição do Estadual na era profissional quebrando a hegemonia da capital que sempre levou o torneio na era amadora, desbancando o tradicional Ferroviário de Porto Velho dentro de sua casa na final. “Me tornei profissional no Ferroviário e fomos campeões do primeiro turno em Ji-Paraná. No 2º turno nós perdemos e fomos decidir a final. Na sexta-feira, Às vésperas da final, tive problemas nos ligamentos do meu tornozelo e infelizmente tive que ser operado, não pude participar da final que nós perdemos por 3 a 2” lamenta o ex-goleiro do Ferroviário vice-campeão em 1991, Evandro.
Alguns anos depois o Ji-Paraná rivalizou com o Ariquemes como as principais potências no estado. Do meio da década de 90 em diante o Ji-Paraná consolidou a sua hegemonia até o ano de 2000 quando começou enfraquecer com dívidas até “perder todas as forças” em 2002. As razões para o enfraquecimento do Ji-Paraná foram a fundação do CFA de Porto Velho, as boas administrações de Luiz da Contec na União Cacoalense e de Natal Jacob no VEC de Vilhena, e logo mais tarde a fundação da Ulbra time universitário também de Ji-Paraná.
Na década de 90, por duas vezes seguidas, o Ji-Paraná quase conquistou o acesso à segunda divisão do Campeonato Brasileiro. O alvi-azul foi desbancado pelos tradicionais Atlético Goianiense (1996) e Juventus-SP (1997) na reta final. O Ariquemes nestes mesmos dois anos também foi destaque na terceira divisão, porém na fase eliminatório foi desbancado por duas vezes consecutivas pelo Ji-Paraná.
Veja Mais sobre o Futebol de Rondônia em
FFER
Futebol do Norte
Estadão do Norte
Diário da Amazônia
Marco Sales para www.FutebolNorte.co.cc









6 comentários:
POR FAVOR
ME FALEM AS FONTES DESSA MATÉRIA
Sou de Rondônia.
A única resposta pra isso é profissionalização.
Quando o futebol se profissionalizou, os amadores caíram.
Meu Vilhena Esporte Clube está muito bem.
O Ji-Paraná está ruim das pernas por causas dos dirigentes, mas acredito que em 2010, ele e o União Cacoalense ( 1° e 2° maiores equipes da história de Rondônia ) estarão de volta.
pois não, não foi publicado em nenhum site, nem nada. Eu faço faculdade de jornalismo e há mt tempo venho pesquisando sobre o futebol de Rondônia que deverá ser assunto do meu TCC na faculdade, fui colaborador do Top Gol pelo estado de Rondônia e há cerca de 5 anos tô na RSSSF Brasil representando Rondônia.
Pois é cara, sou teu fã.
Antes de achar teu orkut eu mandava e-mail pra você naquele e-mail que aparece nos artigos a RSSSF mas não dava certo.
o Marco escreve as materias dele e publica aqui, ei marco so nao ultiza muitos marcodores o teu nome Marco Sales, Rondônia, Coluna ja tava bom
e quanto a materia ficou muito boa mesmo
É ultimamente eu tô sem tempo pra nada por causa da facul, eu ando mt a margem da RSSSF, não estou podendo dar a atenção que a RSSSF merece e o blog tb, mas na medida do possível eu vou dando a minha contribuição, espero que estejam gostando das informações.
Obrigado por acompanharem o meu trabalho!!!
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