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Baliza concorrida

23/01/2012


O que significa ter Kampango num ano das Afrotaças?

É uma mais-valia, apesar de que Pinto é também experiente, já fez parte das selecções de várias categorias e vai, naturalmente, dar a sua contribuição. A coisa boa que temos este ano são três bons guarda-redes, que acabam correspondendo a todos os níveis competitivos às nossas expectativas. Julgo que Kampango acabará transmitindo a sua experiência como guarda-redes, mas, porque se trata de disputa de lugar, a melhor opção será aquele que num dado momento estiver em melhor condições. Em síntese, não quer dizer Kampango seja o número um. Todos terão a oportunidade de ficar na baliza.

Quando fala do projecto está a referir-se apenas aos juniores que estão a ser projectados ou ainda há mais atletas por contratar?

Penso que o plantel ainda não está fechado. Se estes jogadores nos garantirem segurança naquilo que são os nossos objectivos ao longo da época, vamos continuar a apostar neles. Se não, teremos os juniores para reforçar. Mas penso que não será necessário, porque existe um ambiente agradável. Se for a ver, é com a mesma espinha dorsal que a equipa se apresentou muito bem e conseguiu eliminar fortes concorrentes na Taça de Moçambique. Conquistámos a Taça e julgo que, se iniciarmos bem, este ano, conseguiremos fazer frente a qualquer equipa e lutar para o título.

O Ferroviário que encontrou no meio da época passada e conquistou a Taça é o mesmo que teremos desta vez na forma de jogar ou será diferente?


Tendo a espinha dorsal, é óbvio que recomeçaremos tudo a partir de onde terminamos em termos de filosofia de jogo. Julgo que de lá para cá se nota uma certa diferença em relação àquilo que foi o Ferroviário da primeira volta. É claro que iremos incutir mais dinâmica, sobretudo nos aspectos tácticos e defensivos, porque a equipa sofreu muito golos e é preciso encontrar uma solução para tal.



Falando da defesa, a presença de Chico coloca Jotamo praticamente fora do baralho?


Bom, quando peguei na equipa Jotamo já não jogava. Comigo, também jogou muito pouco. O que notei quando cheguei é que as oportunidades não eram dadas a todos os defesas que eram titulares. Se for a notar, fizemos regressar Mabucho, do Ferroviário de Nampula, e Kiki, do Atlético, por serem defesas polivalentes. Eu priorizo muito a polivalência. Mabucho e Kiki jogam em todos os lados da defesa, e Zabula pode actuar na direita bem como no centro. Por isso, não havia necessidade de ter Jotamo, que não tinha muita oportunidade de jogar. Penso que é com estes que temos que procurar trabalhar mais para termos um bloco defensivo coeso.


A presença de Abdul Abdulá na equipa técnica constitui o que é a sua expectativa na preparação física do time?

Havia necessidade de alargar a equipa técnica para responder à dimensão do conjunto e às suas amplas ambições. Como disse, o Ferroviário vai entrar para conquistar todas as frentes, contrariamente ao ano passado, que, como se disse, estava praticamente a rodar os jogadores mais novos. Esta é a razão pela qual alargamos a equipa técnica, trazendo a experiência do professor Abdul. Ele tem um lado positivo, porque já trabalhámos e ganhámos títulos juntos. Por isso, foi fácil apontar o nome dele, pois há compreensão entre nós e já estamos talhados na coordenação do trabalho. Por outro lado, não é uma pessoa estranha no clube. Trabalhou há tempos com Mário Coluna no Ferroviário.
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