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Rivaldo marca três gols no Girabola 2012

20/03/2012

Foto: Jornal dos Desportos A terceira foi de vez. Ou seja, o Kabuscorp do Palanca conseguiu quebrar o enguiço que o perseguia desde o começo do campeonato. O “culpado” da reviravolta feita pelo vice-campeão tem um nome: Rivaldo. O brasileiro foi o obreiro do jogo, ao fazer o hat-trick que ditou a derrota do Recreativo da Caála, por três bolas a uma, o que valeu à sua equipa a primeira vitória no campeonato. Como lhe cabia e porque estava a jogar diante do seu exigente público, a formação do Kabuscorp entrou em campo determinada, exercendo maior pressão sobre o meio-campo do Recreativo da Caála, deixando esta equipa sem grandes soluções. Aos quatro minutos Rivaldo bem poderia ter aberto o activo, depois de uma incursão conduzida por Lunguinha a partir da sua zona de acção, e que culminou com um remate frouxo para as mãos do guarda-redes Estêvão do Recreativo da Caála. As oportunidades foram se seguindo a cada momento que a partida ia se tornando mais emotiva, mas a questão da fraca finalização mais uma vez predominou nos primeiros momentos do jogo nas hostes da equipa palanquina. Os atacantes do Kabuscorp não conseguiam traduzir em golo as variadas ocasiões que iam criando. Neste período de jogo, a equipa vinda do Huambo raras vezes conseguiu chegar à baliza adversária, e quando o fez foi sem grandes incómodos para o sector defensivo palanquino, pois, quase todas as jogadas morriam no meio do meio-campo do Kabuscorp. No entanto, o momento da explosão aconteceu aos 37´, quando numa das muitas jogadas que produziu até aquela altura, o Kabuscorp conseguiu marcar o seu primeiro golo no campeonato, através de Rivaldo, depois de várias deixas dos seus companheiros. Aberto o marcador, a equipa visitada estabilizou ainda mais a sua posição em campo, porém, sem conseguir tirar vantagem nisso, o que fez com que o Kabuscorp fosse para o intervalo em vantagem, mas de um escasso golo, quando na realidade deveria ter já o marcador muito dilatado. MUDANÇAS A equipa do Huambo em momento algum deu-se por vencida. Longe disso. O Caála começou a dar mostras de mudanças no inicio da segunda parte, aparecendo cada vez mais à baliza do Kabuscorp, mas a defesa do conjunto de Luanda estava muito atento à situação, com os centrais Borges e Pataca a não deixarem os seus créditos em mãos alheias. Nisso, quem melhor aproveitou foi novamente a equipa do Palanca que, mais uma vez em jogada de contra-ataque, beneficiou de um livre por derrube de Lamy à entrada da grande área, isso aos 63´. Marcador por excelência neste tipo de lances, Rivaldo foi chamado a cobrar e fê-lo da melhor forma, deixando o guarda-redes adversário pregado no chão, sem hipóteses de se fazer à bola. Quem pensou que a vitória do Kabuscorp ficava por aí, enganou-se redondamente, pois os palanquinos, mais uma vez em jogada de contra-ataque, chegaram ao terceiro golo. Lunguinha, após bem servido por um colega, cruzou para a área onde Rivaldo estava à espera da menina. Captou-a e ainda teve tempo suficiente para fintar o guardião Estêvão, colocando o esférico pela terceira vez nas redes do Caála, para o delírio dos seus adeptos.Contudo, tal como referimos acima, a Caála reagiu de imediato e oito minutos depois conseguiu reduzir para uma bola a três, com o tento de honra do grémio do Planalto Central a ser carimbado por Femi, que entrou a substituir Buba. DECLARAÇÃO DOS TÉCNCOS Victor Bondarenko =Kabuscorp “Qualidade de jogo foi boa” “A minha equipa realizou uma partida de boa qualidade. Esperei duas jornadas para ver esta qualidade de jogo, este tipo de combinação e essa mestria, tanto no capítulo colectivo, como no individual. Quero agradecer os nossos jogadores que conseguiram dar um bom espectáculo aos nossos adeptos. Aproveito essa ocasião para deixar a promessa de que daqui para frente vamos lutar para o título. O adversário merece o nosso respeito, mas no desporto é assim. Estão de parabéns os meus jogadores que conseguiram quebrar o jejum”. Luís Aires =Caála “Resultados vão aparecer” “Queríamos estar noutra posição nesta altura do campeonato, mas o calendário nos oferece adversários difíceis. É evidente que este é calendário que temos e devemos lidar com ele. A equipa sabe e está consciente de que está a trabalhar bem. Tivemos uma primeira parte muito sofrida, demos muitas vezes a vantagem ao adversário, agora vamos continuar a trabalhar. Na segunda parte deveríamos mostrar aquilo que realmente somos, mas não foi possível. Acho que devemos continuar a acreditar, porque os resultados vão aparecer”. FACTOS DO ENCONTRO Brilho de Rivaldo A exibição protagonizada ontem pelo brasileiro Rivaldo, na primeira vitória do Kabuscorp do Palanca no presente Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão, Girabola, acabou por ser coroada com os três golos que marcou ao Recreativo da Caála, constituído no primeiro “hat-trick” da competição. O melhor futebolista do mundo, em 1999, e campeão mundial em 2002, começou a justificar a sua contratação, depois de na primeira jornada, diante do Progresso do Sambizanga, ter ficado em branco e falhado o clássico frente ao 1º de Agosto.Porém, ontem, o dia foi deslumbrante. Rivaldo, apesar dos seus 39 anos de idade (faz 40 em Abril próximo), mostrou que os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos se mantêm vivo. O golaço de bola parado, uma das suas especialidades, o segundo marcado na partida de ontem, é um exemplo. Será que o que vimos ontem no Estádio Nacional da Cidadela, a nova casa dos palanquinos, é apenas parte daquilo que a estrela brasileiro reserva para os adeptos do bom futebol? Arbitragem Apito de luxo Osvaldo Félix realizou um excelente trabalho ontem, no Estádio da Cidadela, em que o Kabuscorp do Palanca quebrou o jejum, vencendo o Recreativo da Caála, em partida que contou para a terceira jornada do presente Girabola. Bem coadjuvado por José Félix e Luís Vontade, o jovem árbitro conseguiu controlar a partida do princípio ao fim, apesar de que o terceiro golo de Rivaldo pareceu-nos ter sido apontado em posição irregular. Os cartões amarelos mostrados a Vovô e Mário Jorge, do Caála, e a Chora, do Kabuscorp, foram merecidos, pois, serviram para impor a ordem ao jogo
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