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Mostrando postagens com marcador Vasco Zacarias e Moçambique. Mostrar todas as postagens
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TAÇA DE MOÇAMBIQUE/MCEL - Ferroviário-Costa do Sol: final antecipada?

27/07/2012


O FIM-DE-SEMANA futebolístico será marcado pela disputa dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique/mcel, sendo que o desafio entre o Ferroviário de Maputo e o Costa do Sol agendado para domingo no Estádio da Machava, às 14.00 horas, é o mais aliciante.



Ferroviário-Costa do Sol é dos “clássicos” de maior tradição e dos mais apetecíveis do futebol nacional, pelo que os adeptos do desporto-rei devem rumar, aos milhares, ao vale do Infulene ao princípio da tarde de domingo. Aliás, trata-se de uma final antecipada!

Entretanto, foram ontem lançados oficialmente os jogos dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique/mcel com a presença dos técnicos e “capitãos” das equipas do jogo mais importante desta eliminatória – Ferroviário e Costa do Sol -, dirigentes da Federação Moçambicana de Futebol e da empresa patrocinadora, mcel, para além de jornalistas.

No acto, foram explicados os contornos da prova. Paulo Chiche, administrador Comercial da mcel, por exemplo, disse que a empresa de que é dirigente vai continuar de braços abertos para apoiar a Federação Moçambicana de Futebol em tudo que for necessário para que a prova seja um sucesso. “Queremos que a Taça de Moçambique/mcel, aliás, a final seja uma festa nacional. Temos que fazer desta prova um marco nacional”.


Filipe Johane, secretário-geral da FMF, por seu turno, agradeceu o apoio que a mcel tem concedido para que a Taça de Moçambique seja um sucesso.


Fonte:Jornal Noticias

A Taça é prioridade para nós - Diamantino Miranda, treinador dos “canarinhos”


A Taça de Moçambique/mcel é prioridade para nós. O Costa do Sol há muito que não conquista taças e gostaria de quebrar este jejum neste meu primeiro ano no futebol moçambicano. Se eliminarmos o Ferroviário será um passo em frente para a final.

Ficará o caminho mais liberto, porque neste momento é o adversário mais difícil
”, disse Diamantino Miranda.Para Mambo, “capitão” do Costa do Sol, o mais importante é “preocuparmo-nos connosco próprios para o jogo de domingo do que com os outros. Temos que estar concentrados, porque a mínima falha pode ser fatal”.



Fonte:Jornal Noticias

Vamos defender o título - Nacir Armando, técnico dos “locomotivas”


PARA o treinador do Ferroviário, o mais difícil é defender o título. “Vamos lutar para defendermos o título alcançado no ano passado. Que este jogo seja um espectáculo de futebol. Que os intervenientes se empenhem ao máximo. Os nossos objectivos passam por defender este título e conquistar o Moçambola”.

Questionado se este jogo com o Costa do Sol tinha um significado especial para a sua equipa numa altura em que caminha a passos largos para a conquista do Moçambola, Nacir respondeu que “são duas competições completamente diferentes. Este jogo não tem nenhum significado especial. Mas devo dizer que é mais difícil defender este título da Taça de Moçambique/mcel que ser campeão nacional. A Taça de Moçambique/mcel defende-se de jogo em jogo”.

Para o “capitão” dos “locomotivas”, o avançado Luís, “o objectivo é vencer o jogo de domingo e pensar no adversário seguinte”.
TVM transmite dois jogos



A TELEVISÃO de Moçambique (TVM) vai transmitir, pela primeira vez, dois jogos da Taça de Moçambique/mcel numa única eliminatória. Assim, amanhã, vai difundir em directo o encontro da Beira entre o Ferroviário e Têxtil do Púnguè e no domingo o Ferroviário-Costa do Sol na Machava.
Calendário dos oitavos-de-final




AMANHÃ

Campo do 1° de Maio

14.00h – Águias Especiais-Liga Muçulmana (zona sul)

Campo do Ferroviário da Beira

14.00h – Ferroviário da Beira-Têxtil do Púnguè (zona centro)

DOMINGO


Campo Municipal da Maxixe

14.00h - A.D. Maxixe-Clube do Chibuto (zona sul)

Estádio da Machava

14.00h – Ferroviário-Costa do Sol (zona sul)

Campo do Incomáti

14.00h – Incomáti-Maxaquene (zona sul)

Campo do Ferroviário de Quelimane

14.00h – Ferroviário de Quelimane-Chingale (zona centro)

Campo da Soalpo

14.00h – Textáfrica-HCB (zona centro)

Estádio Municipal 1° de Maio (Lichinga)

14.00h – Mandimba FC-Benfica de Moma (zona norte)

Campo do Ferroviário de Nampula

14.00h – Ferroviário de Pemba-Ferroviário de Nampula (zona norte)



Fonte:Jornal Noticias

MOÇAMBOLA 2012 - Rei vai n

23/07/2012


A LIGA Muçulmana, bicampeã nacional, vai de mal a pior no Moçambola-2012. É caso para dizer que o rei vai nu! Sábado, em Inhambane, averbou a sua quinta derrota consecutiva, desta feita, ao perder com o Vilankulo FC, por uma bola sem resposta, caindo, desta forma, para a zona mais crítica da tabela classificativa, a da despromoção, com 14 pontos, os mesmos do Chingale e Desportivo.



Quem também perdeu, mas continua líder, com 28 pontos, foi o Ferroviário de Maputo, na sua deslocação a Nampula, frente ao seu homónimo daquela região do país, por 2-0. Este deslize beneficia o Maxaquene que reduziu a desvantagem para apenas um ponto, apesar de na próxima ronda receber o seu eterno rival e vizinho o Desportivo, naquele que será a partida mais importante da segunda jornada da segunda volta.

O Incomáti não só goleou o Ferroviário da Beira, em Xinavane, como também deu um salto significativo do 13º lugar para o 10º, agora com 16 pontos, menos um que o Têxtil do Púnguè e mais dois que a tripla Chingale, Liga Muçulmana e Desportivo. O Clube de Chibuto foi à Tete empatar com o Chingale a zero bola e o Costa do Sol recebeu e venceu o outro representante da província de Tete, a HCB, por 1-0.


Estes resultados, um tanto ou quanto surpreendentes, só em si anunciam uma segunda volta bastante difícil para cada um dos intervenientes neste Campeonato Nacional. Na próxima jornada, para além do já anunciado duelo entre o Desportivo e o Maxaquene, teremos ainda a deslocação do Costa do Sol a Chibuto.


Fonte:Jornal Noticias

MOÇAMBOLA 2012 - Costa do Sol,1–HCB de Songo,0: Alívio veio de David

NUM encontro despido de brilho e emoção, o Costa do Sol só respirou de alívio já na recta final, quando o “rei” David, que entrou em substituição de Manuelito II, atirou com precisão, aproveitando uma sobra fora da grande área.



O Costa do Sol teve tudo para sair do jogo com um resultado bem gordo. Tantas oportunidades à mistura com algumas facilidades evidenciadas na defensiva tetense foram desperdiçadas e, em consequência disso, o “canário” teve que correr à busca de soluções que se tornaram cada vez mais escassas à medida que o tempo ia passando. Diamantino Miranda viu-se em apuros, pois o público começou a cobrar-lhe face à letargia da equipa, sobretudo porque o Costa do Sol tem vindo a registar empates e em situações que devia sair com melhor resultado.

É o que se assistiu em quase toda a primeira parte e perante inúmeras chances de visar a baliza defendida por Chico, tanto em lances de jogo corrido e de bolas paradas. Faltava uma certa dose de energia para proporcionar à equipa um ritmo competitivo aceitável, apesar de maior posse de bola e presença junto da baliza tetense. As jogadas perdiam-se inexplicavelmente à entrada da grande área e alguns desperdícios mesmo na zona de rigor.

O primeiro lance vistoso pertenceu a Eboh que, embora pouco endiabrado, esteve em evidência nas manobras ofensivas “canarinhas”. Reagiu em combinação com Ruben, aos 29 minutos, atirando de primeira ao lado. Mas seria na cobrança de uma falta sobre si que teria, por pouco, feito um belíssimo golo. Porém, Chico foi às alturas desviar com uma palmada para canto ao portentoso tiro saído um pouco longe da grande área.

No entanto, a primeira parte terminaria com um jogo incaracterístico

: um Costa do Sol jogando de forma atabalhoada e sem precisão no ataque e uma HCB que actuava de forma pausada e desinteressada à espera de contra-ataques.

Este cenário manteve-se durante largo tempo da segunda parte. O Costa do Sol continuou apático e a HCB foi despertando e acreditando que podia fazer melhor de si. Organizou-se e começou a trocar a bola, construindo jogadas bem articuladas e partindo com segurança para o ataque.

Mas continuou a ser o Costa do Sol a chegar mais vezes ao reduto do adversário. Apesar de não estar também na sua melhor tarde, Ruben marcou diferença no grupo. Aliás, a equipa não se encontrava e pareceu um conjunto destreinado e sem alguma maturidade competitiva. Contudo, Ruben voltou a evidenciar-se na colocação do esférico para a cabeça de Reginaldo que, na boca da baliza, atirou incrivelmente ao lado, ainda no decurso do primeiro quarto de hora.

De seguida, Alvarito quase fez o esférico roçar o travessão.

Feito isto, foi Ruben, que roubando o esférico no interior da área, atirou para Mucuapel aliviar sobre a linha do golo. Este lance acontece depois de Diamantino Miranda, o técnico “canarinho”, ter feito algumas substituições. A entrada de João e David e, depois, de Mambo, trouxe outro ritmo ao Costa do Sol. Jogando encostado à direita do ataque, João fez o que Manuelito II não conseguia, que era projectar cruzamentos bem colocados para o interior da área. Foi na sequência de mais um centro seu que David, próximo da linha limite da grande área, aproveitou a sobra de um alívio da defensiva e, depois de amortecer o esférico com o peito, atirou a visar.

Feito isto, o Costa do Sol entrou na história de “queimar” o tempo, enquanto a HCB corria ingloriosamente atrás do prejuízo.

Apesar de pequenos reparos, a equipa de arbitragem fez bom trabalho.

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO
: Paiva Dias, auxiliado por Célio Mugabe e Domingos Machava. O quarto árbitro foi Virgílio Absalão

COSTA DO SOL – Gervásio; Sanito, Gildo, Zé e Dito; Manuelito II (David), Alvarito (João), Manuelito I e Eboh; Ruben e Reginaldo (Mambo)

HCB DE SONGO – Chico, Mabucho, Mucuapel e Antoninho; Marufo (Gerald), Fabrice, Henry e André; Marlon (Amílcar) e Charly (Zima I)

DISCIPLINA: cartões amarelos a Sanito, Eboh e Mucuapel



Fonte:Jornal Noticias

Fer. Nampula, 2 - Fer. Maputo, 0: Incontestável


TEORICAMENTE o Ferroviário de Nampula era a equipa mais favorita, se bem que na prática não se esperava que fosse verdade. Com efeito, os "locomotivas" da capital do norte começaram o jogo a pressionar o seu oponente que, diga-se de passagem, mostrou-se apático, tendo logo aos três minutos tido a oportunidade de abrir o marcador depois de um cruzamento magistral de Sankani, com Tchitcho a chegar ligeiramente atrasado.



Feito isso, Dondo rematou ao lado e depois para a defesa de Kampango, respectivamente aos seis e oito minutos.

O caudal ofensivo dos caseiros manteve-se e, depois de desperdiçarem várias oportunidades, Belito, em posição privilegiada, consegue marcar, aos oito minutos.

Este ascendente dos comandados de Alex Alves devia-se principalmente à excelência das performances dos jogadores Sankani, Tchitcho, Kalanga e Belito, que inúmeras vezes puseram em pânico a defensiva oposta.

O Ferroviário de Nampula manteve-se na dianteira, de tal forma que, aos 25 minutos, Belito não marcou por mera culpa. Aqui e além, o Ferroviário de Maputo tentava organizar o seu jogo, explorando, de alguma forma tímida, as alas, principalmente através de Diogo, Imo e Clésio, a procurar importunar David, que neste jogo esteve muito bem.

Aliás, na tentativa de rechaçar a pressão adversária, os visitantes procuravam arranjar espaços para rematar. No entanto, a bola não chegava ao local desejado por, em parte, falta de concentração necessária dos seus avançados na hora da verdade.

O domínio dos locais nunca esteve em causa e, aos 38 minutos, Belito, numa bela jogada de combinação com Hipo, podia ter marcado o golo se tivesse calma e visão necessárias. Esta foi uma das tantas falhas que os dianteiros do Ferroviário de Nampula protagonizaram e permitiram que a primeira parte terminasse com 1-0.

O Ferroviário de Nampula regressou do intervalo ainda galvanizado com o golo. Imprimiu outra dinâmica ao seu jogo e, aos 48 minutos, marca o segundo tento de belo efeito por intermédio de Emmanuel.

Mesmo parecendo ter ficado abalado com o resultado que lhe era desfavorável, o Ferroviário de Maputo tentou reagir e partiu à procura do golo que nunca aparecia, tanto é que os seus jogadores mostraram aparente falta de discernimento bem como a capacidade para contrapor as investidas contrárias.

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO: José Hugo, auxiliado por Amisse Jumua e Daniel Filipe

FERROVIÁRIO DE NAMPULA - David, Rodjas, Kalanga, Ilude, Dondo, Tchitcho, Hipo, Jamal (César), Emmanuel, Sankani (Simba) e Belito (Mito)

FERROVIÁRIO DE MAPUTO
: Kampango, Chico, Linga, Zabula, Imo, Whisky, Diogo (Calton), Rachid (Buramo), Luís, Clésio (Manucho) e Jeitoso

ACÇÃO DISCIPLINAR: “Amarelos” para Rodjas, César, Zabula e Simba


Fonte:Jornal Noticias

MOÇAMBOLA 2012 - Maxaquene,2 - Fer. Pemba,0: Peca por ser escassa


SEM grandes dificuldades, o Maxaquene derrotou o Ferroviário de Pemba, por 2-0, tendo ficado muito mais por marcar.


Os tricolores” começaram a construir a vitória muito cedo com um golo apontado por Jair logo aos três minutos. Se dúvidas haviam quanto ao favoritismo dos pupilos de Arnaldo Salvado, essas ficaram desfeitas à medida que os minutos passavam, pois os pembenses nem sequer conseguiam sair do seu meio-campo.

A equipa “tricolor” controlava todas as operações e jogava à vontade com trocas de bolas sucessivas. Foi numa destas jogadas que surgiu o segundo golo, aos 25 minutos, da autoria de Betinho. O melhor marcador da época passada concluiu com categoria um excelente lance de ataque a três toques. Macamito serviu Kito e este centrou para Betinho finalizar.

Os anfitriões ganharam ainda mais confiança e com o triunfo praticamente garantido o objectivo passava por golear. Estiveram muito perto de fazerem o terceiro golo não fosse a falta de frieza de Liberty que por três vezes desperdiçou soberanas oportunidades.

Tal como na primeira parte, o Maxaquene teve uma entrada fulgurante, no segundo período. Hélder Pelembe teve nos pés uma excelente oportunidade para violar as malhas de Castro aos 47 minutos.

Apesar de os visitantes terem esboçado alguns lances de ataque, na etapa complementar, os “tricolores” foram sempre mais perigosos e até chegaram a avolumar o “score” por intermédio de Liberty, mas Inácio Sitoe entendeu que Jair tivesse interferido na jogada e anulou o golo. Foi com Tony a atirar ao poste que a partida terminou em mais um ataque perigoso da turma “tricolor”.

Inácio Sitoe, árbitro da partida, cometeu alguns erros no capítulo disciplinar e técnico.

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO: Inácio Sitoe, auxiliado por Júlio Muianga e Celso Alvação. Quarto árbitro: Aníbal Armando.

MAXAQUENE: Soarito; Campira, Gabito, Eusébio (Payó) e Kito; Macamito, Marvin, Liberty (Silvério) e Jair; Betinho e Hélder Pelembe (Tony)

FER. PEMBA: Castro; Inácio, Albachir, Franco e Paúnde, Ozias (Megaz), Muerufy (Da Silva) e Bobó, Vivaldo (Madeira) e Binó

GOLO: Jair (3 min) e Betinho (25min)



Fonte:Jornal Noticias

MOÇAMBOLA 2012 - Vilankulo-Liga no arranque da última volta

20/07/2012


O JOGO entre Vilankulo FC e Liga Muçulmana marca, amanhã, o arranque da segunda e última volta do Moçambola-2012, com a disputa da 14ª jornada. A deslocação da Liga Muçulmana ao Município de Vilankulo é mais uma complicada para a turma agora treinada pelo português Litos, em risco de cair para a zona de despromoção em caso de derrota.



O Vilankulo está numa posição privilegiada (quarta), que lhe confere alguma confiança e esperança de chegar aos lugares cimeiros, e com a prerrogativa de jogar em casa.

Mais uma partida marcará a abertura da 14ª jornada. Trata-se do encontro entre o Maxaquene e o Ferroviário de Pemba, permutado para o campo dos “tricolores”, em virtude de os “locomotivas” não disporem de recinto próprio.

O Maxaquene, actual segundo classificado, é favorito neste encontro com o “lanterna-vermelha”, sobretudo porque não quer largar esta oportunidade para manter-se firme na perseguição ao líder Ferroviário de Maputo, que se desloca, domingo, ao terreno do seu homónimo de Nampula. É uma deslocação que não se aventa fácil, pois os nampulenses procuram a todo custo melhorar a sua prestação, ocupando actualmente a sétima posição.

Enquanto isso, o Chibuto FC, actual terceiro classificado, parte para o terreno minado do Chingale, que o aguarda com muita ansiedade, uma vez que está mergulhada na zona de despromoção. Só a vitória lhe pode aliviar, mas terá pela frente um adversário que está a surpreender a todos nesta que é a sua primeira aparição na prova e esteve durante muito tempo no encalço do líder, tendo trocado a segunda posição com o Maxaquene na derradeira ronda, na qual empatou com Incomáti.

Com missão espinhosa está igualmente o Costa do Sol que recebe, domingo, a temível HCB. É um jogo que promete muita luta, pois as duas equipas partem com o mesmo objectivo, que é melhorar a sua prestação de modo a alcançar os lugares de pódio.

Aflito está também o Desportivo, que viaja para o solo do Têxtil, que tenta fugir da zona de pressão. Os “alvi-negros” estão na mesma situação que a Liga Muçulmana, sendo que uma derrota frente aos “fabris” pode precipitá-los para debaixo da linha da água.

Por último, o Incomáti recebe o Ferroviário da Beira à procura de soluções para sair da zona de despromoção, sendo penúltimo classificado. Os “locomotivas” estão numa posição confortável (quinta) e vão acreditando na possibilidade de se intrometerem nos lugares cimeiros.


Fonte:Jornal Noticias

Demissões na COPAF


O ANTIGO árbitro internacional Alfredo Chirindza, a quem havia sido confiado o cargo de presidente da Comissão Provincial de Árbitros de Futebol (COPAF) de Nampula, e Asslam Khan, instrutor FIFA para arbitragem, que respondia pela comissão técnica do órgão, submeteram, há dias, pedidos de demissão dos cargos.


Alfredo Chirindza alega na carta distribuída à imprensa vários acontecimentos e campanhas movidas por pessoas ligadas à Associação Provincial de Futebol de Nampula, que usam o tribalismo, regionalismo e racismo para infernizar a si e a Asslam Khan, caracterizados por ataques verbais e até mesmo a incitação de adeptos delinquentes para assassiná-los.

Por seu turno, Asslam Khan justifica a tomada da sua decisão com o facto de achar que “o futebol nampulense precisa de paz, tranquilidade e os praticantes merecem uma arbitragem melhor” e que para alcançar esse objectivo a melhor escolha que devia fazer foi afastar-se da direcção da Comissão.

No seu entender, a arbitragem tem sido o ponto de discórdia e motivo de violência nos campos.Entretanto, ainda não foram indicados os sucessores dos demissionários.

Fonte:Jornal Noticias

Zambézia precisa de academia de futebol - afirma “mister” Vasquinho Nurmamad no seu regresso de uma formação na Alemanha

18/07/2012


UMA academia para lapidar talentos pode ser uma das grandes “terapias” para revolucionar o futebol na província da Zambézia.



Para isso, será necessário reformar algumas mentes no dirigismo do futebol, porque, esses dirigentes, tudo quanto pensam e fazem está completamente desajustado com o actual nível de desenvolvimento da modalidade e convidou os sócios dos clubes a acordarem da profunda sonolência com vista a provocar mudanças com projectos sérios”.

Estas palavras pertencem a Vasco Nurmamad Abdula, ou simplesmente “mister” Vasquinho, que acaba de regressar de Frankfurt, Alemanha, onde durante um mês esteve a frequentar o curso internacional de futebol (nível B da Europa), promovido pela Federação Internacional de Futebol Amador (FIFA).

Com esse nível de formação, o jovem treinador está habilitado a treinar as selecções nacionais de várias categorias e as equipas que actuam no Campeonato Nacional, o Moçambola.

O nosso entrevistado é cauteloso e afirma ser seu desejo contribuir para o crescimento e desenvolvimento do futebol na Zambézia, mas lamenta a falta de acarinhamento.

É docente, licenciado em Pedagogia e Psicologia pela Universidade Pedagógica em Quelimane. Junta a academia com o futebol para criticar todos quantos querem perpetuar o fraco nível de futebol que actualmente se regista na Zambézia. Ganhou o direito de participar naquele curso pelo facto de, em 2011, ter dito uma boa prestação no curso de treinadores de futebol para África, também promovido pela FIFA.

Vasquinho bebeu algumas experiências e disse ter aprendido muito que só com projectos sérios de formação de jogadores, dirigentes e outros agentes desportivo o futebol pode progredir, produzir resultados e fazer circular dinheiro. De regresso a Quelimane, salienta que gostaria de levar os conhecimentos e experiências aprendidas ao serviço do futebol nacional mas há dificuldades.

Desde que regressei nunca fui abordado por ninguém e gostava de discutir ideias que tenho com os decisores políticos”, disse o nosso entrevistado, para quem a criação de uma academia com as condições necessárias contribuiria para rumar para o desenvolvimento do futebol.

Mister” Vasquinho disse que a matéria-prima para o desenvolvimento desportivo é abundante, mas precisar de ser lapidada. Afirma que isso seria uma saída para produzir talentos e entregar aos clubes, visto que estes não têm escalões de formação, movimentando apenas os seniores e mal preparados.

Explicou que, actualmente, os treinadores estão a ensinar um jogador que está nos seniores como fazer um passe, como desmarcar, conhecimentos que deviam ser transmitidos nas escolas de formação, que, infelizmente, não existem nos clubes.

Qual será o futuro desses clubes quando esses jogadores que actualmente estão a jogar as suas carreiras chegarem ao fim”, questionou o nosso entrevistado, asseverando, no entanto, que os clubes não estão a tirar proveito das iniciativas dos empresários, como por exemplo a Coca Cola, que está a promover intercâmbios. No seu entender, os clubes deveriam mandar os seus “olheiros” para essas competições, com vista à pesquisa de talentos e enquadrar esses jovens nos juniores e seniores.

É por isso que digo que os dirigentes que estão nos clubes olham-nos como entidades sociais e defendem que estão lá para desenvolver o futebol; enquanto perseguem outros interessesocultos”, disse com algum sentimento de desapontamento.

Durante o período que esteve em Frankfurt, pode observar que há sempre torneios infanto-juvenis que envolvem as escolas secundárias. Seis meses depois, há um grupo que faz a triagem e os melhores jogadores de cada escola são integrados nos clubes. Para o nosso caso, prossegue Vasquinho, há o torneio Coca Cola a nível provincial. No ano passado, houve uma explosão de talentos mas não vejo nenhum daqueles atletas integrados nos clubes.

A falta de treinadores qualificados no futebol é outro problema que impera o desenvolvimento do futebol na Zambézia. “Se não tivermos treinadores qualificados também não vamos ter bons jogadores”, disse, para depois acrescentar que “quem não sabe não pode ensinar aquele que quer aprender”.

De acordo com o nosso entrevistado, a formação deve ser extensiva aos dirigentes desportivos para melhor compreenderem a responsabilidade que têm. “Os dirigentes quando se candidatam à presidência de um clube devem ter um plano concreto para as agremiações, nomeadamente os planos de desenvolvimento das várias modalidades, projectos de infra-estruturas, formação dos diferentes departamentos para melhorar o seu trabalho”, realçou.


Fonte:Jornal Noticias

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